Quarta, 23 de Abril de 2014
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Visão Celular

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A Importância do Discipulado Um a Um

A Importância do Discipulado Um a Um COMO JESUS DISCIPULAVA Jesus priorizou o discipulado na Sua vida aqui na terra. Antes de escolher os seus discípulos Ele orou a noite toda. (Lucas 6:12-13), e uma grande parte do seu tempo foi ocupada investindo na vida desses discípulos. Como Ele viajava horas e horas a pé, é bem provável que enquanto caminhava com os discípulos naquelas estradas construídas pelo Império Romano, Ele aproveitava bem o tempo discipulando. Quem já caminhou por muitas horas sabe que é difícil andar e falar com muitas pessoas ao mesmo tempo. Assim mesmo, Jesus não desperdiçou nenhuma oportunidade de treinar, instruir e formar o caráter daqueles que o Pai confiou em Suas mãos. Usando parábolas e exemplos da geografia, da agricultura e da pecuária da época, Ele treinou os Seus com simplicidade e profundidade. Cremos que Jesus discipulava muito, sempre visando à formação de homens e mulheres que seriam capazes de dar continuidade a Sua obra aqui na terra. Além de ensinos gerais, coletivos, nos montes, ele também ensinava nas casas, em particular. Jesus discipulava um a um, pessoalmente. Investiu tempo precioso na vida de cada um dos doze e de quem mais se aproximou Dele na intimidade. Discipulou também em grupo, através de mensagens e ensinos que providenciavam nutrição e maturidade para todos. DISCIPULADO E FORMAÇÃO DE LÍDERES O Dr. Carl Horton, que já dormiu no Senhor, tinha o seu doutorado em “Crescimento da Igreja” pela Escola de Missões Mundiais do Seminário Teológico Fuller. Ele veio várias vezes ao Brasil, principalmente para nossas igrejas na Bacia Amazônica. E nos relatou os resultados surpreendentes de uma pesquisa realizada com um grande número de líderes cristãos. Segundo esta pesquisa a pesquisa mencionada pelo Dr. Carl Horton, 0% (zero por cento) dos líderes foram produzidos pelo púlpito em reuniões públicas de ensino ou pregação. 0% (zero por cento) dos líderes foram produzidos em classes estruturadas, tipo Escola Dominical. 10% (dez por cento) dos líderes foram gerados no discipulado em grupos pequenos. 90% (noenta por cento) dos líderes foram gerados através do discipulado um a um. Na nossa própria experiência, temos visto que é muito bom discipular em grupos, mas nunca em substituição ao discipulado um a um. Temos comprovado, vez após vez, a eficácia do discipulado um a um. Sem dúvida, isto possibilita que o discipulado seja mais profundo, intenso e específico. No discipulado um a um o discípulo sentirá mais liberdade para “se abrir” totalmente e o discipulador sentirá mais liberdade de cavar profundamente sem constranger o discípulo na frente de outros discípulos, como provavelmente poderia acontecer no discipulado em grupo. É claro que para haver este tipo de discipulado os dois (discípulo e discipulador) devem ser do mesmo sexo. Deve-se levar em conta que alguém não pode discipular outra pessoa se ele primeiramente não outra pessoa lhe discipulando. O discipulador tem um compromisso total de não falar nada para qualquer pessoa sobre aquilo que o discípulo lhe confidenciou, a não ser que obtenha primeiro a sua permissão. O CONTEXTO DO DISCIPULADO O discipulado deve acontecer no contexto da Célula, ou seja, o discipulador deve participar da mesma Célula que o discípulo. O líder normalmente vai discipular o auxiliar principal e mais dois auxiliares da Célula. Estes três auxiliares, por sua vez, vão discipular os outros integrantes da Célula. O líder é discipulado pelo Supervisor de Setor. O Supervisor de Setor é discipulado pelo Supervisor de Área, e assim por diante. Às vezes pode acontecer de um irmão mais antigo na fé de repente se encontrar debaixo da cobertura espiritual (na hierarquia da Célula) de alguém bem menos experiente, ou que até conhece menos da Palavra de Deus. E aí? Normalmente a vontade de Deus é que este irmão (que é mais experiente, etc.) se humilhe debaixo da soberania de Deus e seja discipulado pelo irmão menos experiente. Deus vai usar estes momentos para tratar profundamente com o ego dos dois, e ajudá-los a crescer ainda mais. A ESCOLHA DO DISCIPULADOR Lembre-se de uma coisa fundamental no processo de discipulado um a um: O discipulador não é o discípulo quem escolhe, é Deus! Em outras palavras, você “não tem o direito” de escolher o seu discipulador. Você tem que humildemente esperar no Senhor e submeter-se à decisão Dele. Seja quem for o discipulador que Deus colocar sobre você, sua responsabilidade é submeter-se com alegria, ser transparente e humildemente receber ajuda. Alguém poderia questionar, dizendo: “E se meu discipulador provar que não é de confiança ou abusar da autoridade?” Nesse caso, humildemente, você deve confrontá-lo sobre isso. Se ele não aceitar nem se corrigir, você deve levar o assunto ao discipulador dele. Lembre-se que ele também tem discipulador e ninguém pode abusar da autoridade a ele conferida. Se mesmo assim a situação ainda não mudar, você vai para o líder sobre aquele líder, e assim por diante. O importante é sempre lembrar que nada serve como desculpa para você não se submeter alegremente ao discipulador que Deus, na Sua soberania, colocou sobre você. A única exceção seria se ele falasse algo para você que diverge ou destoa claramente do que diz a Bíblia Sagrada ou os líderes sobre ele. O MODUS OPERANDI DO DISCIPULADO Lembre-se que o discipulado nunca deve ser manipulativo. O verdadeiro discipulado é para ajudar o discípulo a crescer. Nada forçado dá certo. Se o seu discipulador está lhe manipulando ou forçando a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, abra o jogo com ele, e se ele não mudar, fale com a liderança dele. Porque todo discipulador tem uma cobertura (líderes e também um discipulador sobre ele), nunca podemos usar quaisquer desculpas para não nos abrir e receber ajuda do nosso discipulador. Lembre-se mais: O seu discipulador foi escolhido por Deus para lhe ajudar! Discipulado é proteção. Discipulado é crescimento. Seja transparente com o seu discipulador. Você ficará maravilhado como Deus vai usar seu discipulador para lhe ajudar a vencer o pecado, crescer espiritualmente, ser um ganhador de almas, e tornar-se também um bom discipulador. “Confessai os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados” (Tiago 5:16). Uma vez que você está sendo discipulado, é importante começar a orar e pedir a Deus que lhe mostre quem você deverá discipular. Ao ganhar alguém para Jesus, você tem que garantir que aquela pessoa seja bem discipulada. Normalmente, é você quem deve discipular aquele novo convertido. Jesus ordenou que fizéssemos discípulos (Mateus 28:18-20). No nosso modelo, traduzimos isto em um mínimo de três. Cremos que todo cristão deve ter um discipulador e no mínimo três discípulos. Se o indivíduo é recém-convertido (1 a 3 meses), podemos compreender que ainda não tenha discípulos. Mas ele deve começar a orar e buscar a Deus sobre esta área. Deve começar a evangelizar seus amigos, colegas de trabalho e de aula, vizinhos, parentes, etc. Orar muito pela conversão de toda a sua família. A Bíblia garante que através da fé ele pode ganhar toda a sua família para Jesus. Na medida em que for ganhando pessoas para Jesus, ele logo terá seus três discípulos, ou até mais. MONITORAMENTO NÚMERICO DO DISCIPULADO Antes nós não contávamos os discipulados que aconteciam nas Células. Mas Deus nos mostrou que mesmo ensinando que o discipulado era importante, muitos precisavam de mais ensino e motivação. Hoje nós contamos todas as nossas células e novos discípulos que são acrescentados à igreja. Fazemos isso numa base semanal, pois todas as semanas novas células são multiplicadas ou formadas. Todos os dias novos discípulos são acrescidos à comunhão do Corpo de Cristo. Assim, toda terça-feira atualizamos nossos números. Jesus, antes ascender aos céus, nos deixou a Grande Comissão: “Ide, portanto, fazei discípulos...” (Mt. 28:19). Isto tem que ser a prioridade número um, pois, sem dúvida, é de máxima importância na agenda do Reino de Deus. Na medida em que meditávamos na centralidade do discipulado, Deus nos revelou que o discipulado um a um é o coração da Célula. A este relacionamento do discipulador com seu discípulo (grupo de duas pessoas) chamamos de uma Microcélula. Daí que vêm as duas definições para a mesma sigla. Por um lado, em termos de modelo de igreja, MDA é o Modelo de Discipulado Apostólico; por outro lado, em termos de discipulado pessoal um a um, MDA é a Microcélula de Discipulado Apostólico. Na microcélula o discipulado é feito um a um. Existem raras exceções em que um discipulador discipula um casal (um a dois) ou um casal de discipuladores discipula uma só pessoa (dois a um). É importante observar que este tipo de discipulado deve ser transformado em discipulado um a um o mais rápido possível. Conclui-se daí que o normal é a microcélula ter duas pessoas, Discipulador e Discípulo. Em casos raros a microcélula terá três pessoas. CONCLUSÃO O MDA é a menor representação da Igreja. Ela é a microcélula do Corpo de Cristo, à qual Jesus se referiu dizendo: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome...” (Mateus 18.20). É interessante notar que o contexto desta passagem se refere à Igreja Local. A Visão do MDA pede que cada cristão esteja inserido no centro exato do coração de Deus. No coração da Célula, no coração da Igreja Local, no coração da Igreja Mundial do Senhor Jesus, que é o coração do Reino de Deus. No MDA cada cristão deve estar sendo discipulado e fazendo discípulos. Deve participar de uma Célula, abraçar a visão da Igreja Local, buscar a Unidade da Igreja Mundial e colocar em primeiro lugar o reino de Deus. E a bênção será plena. Isto é só o começo! Pr. Abe Huber É Pastor da Igreja da Paz